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A avaliação como um instrumento investigativo

A avaliação como um instrumento investigativo
Bruno Penteado
Apr. 27 - 4 min read
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A avaliação da aprendizagem é um ato pedagógico, que subsidia as decisões do professor, permite acompanhar a progressão das aprendizagens, compreender de que forma se efetivam e propor reflexões sobre o próprio processo de ensino (São Paulo, 2017). Esse ato tem função reguladora, ao oportunizar que tanto os professores quanto os alunos organizem seus processos a partir do que é evidenciado pelas avaliações – cotejando o que foi aprendido e o que era esperado. Luckesi (2014) aponta a avaliação como um “ato de investigar a qualidade da realidade”. Assim, a avaliação enquanto ato investigativo, revela a qualidade da realidade, cabendo à equipe pedagógica decidir como usará esse resultado para futuras ações, levando em conta a satisfação com essa realidade para determinar o grau de investimento de esforços para atingir o nível desejado. A avaliação, em seu papel essencial, em qualquer ação, deve subsidiar decisões, desde as mais simples até a mais complexas.

A avaliação, como parte integrante do processo de formação, possibilita o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso eventualmente necessárias. Deste modo, a avaliação é um método, um instrumento, não tendo um fim em si mesma, mas sempre usada como meio, como recurso, uma forma de controle da qualidade para aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem.

Conforme o conceito de ato investigativo de Luckesi, o processo se completa com a definição de que ações tomar a partir do diagnóstico levantado pela mensuração da realidade. Na sala de aula, esses dois processos cabem ao professor, a quem cabe investigar sucessivamente a aprendizagem e orientar o percurso de aprendizagem de seus alunos. E essa orientação, baseado nos resultados investigados, vem das diretrizes filosóficas e pragmáticas de um projeto educacional institucional com o qual o profissional está comprometido.

O ato de avaliar é constante nas relações de ensino e aprendizagem. No caso escolar, o professor tem o papel de ser o avaliador da aprendizagem de seus alunos. Ao avaliar o aluno, o professor avalia também seu próprio trabalho, checando a eficácia de seu ensino e sendo responsável por aperfeiçoar suas técnicas de avaliação. Deste modo, cada pequena etapa no desenvolvimento da aprendizagem é passível de avaliação, numa ação sucessiva e fluida dentro da dinâmica da prática escolar. Entendemos aqui o conceito de sucessão, pois ocorre por meio de múltiplas investigações ao longo do tempo.

Enquanto o planejamento é o ato pelo qual decidimos o que construir, a avaliação é o ato crítico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo o nosso projeto. A avaliação atravessa o ato de planejar e executar; por isso, contribui em todo o processo da ação planificada. A avalição se faz presente não só na identificação da perspectiva política-social, como também na seleção de meios alternativos e na execução do projeto, tendo em vista sua construção (Luckesi, 2014). Ou seja, a avaliação, como crítica de percurso, é uma ferramenta necessária no processo de construção dos resultados que planificou produzir, assim como o é no redimensionamento da direção da ação.

 

Referências

Luckesi, C. C. (2014). Avaliação da aprendizagem na educação infantil. Revista Interacções, n. 32, pp. 191-201.

São Paulo (2017). Currículo da cidade de São Paulo – Ensino fundamental. Componente curricular: Matemática. Disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/44132.pdf


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